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Diretor do Butantan se diz otimista com disponibilizar vacina ainda em 2020

Por folharegional 07/07/2020 16:12
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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse hoje estar otimista com a possibilidade de disponibilizar a vacina contra o novo coronavírus ainda no fim deste ano ou no início de 2021.

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Ontem, o governo de São Paulo anunciou que os testes da vacina CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, vão começar no dia 20 de julho.

Em entrevista à rádio CBN, Covas classificou a vacina como uma “nova esperança” e disse que ela está numa fase adiantada de seu desenvolvimento. Segundo ele, estudos preliminares mostram que ela consegue dar proteção acima de 90% aos indivíduos.

“Particularmente estou muito otimista em relação à disponibilização dessa vacina aqui pro Brasil no final desse ano, começo do ano que vem”, afirmou.

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De acordo com ele, pelo acordo com a Sinovac, 60 milhões de doses estarão disponíveis a partir de setembro, mas a distribuição só ocorrerá uma vez que a eficácia da vacina for comprovada e houver o registro.

A vacina CoronaVac, produzida a partir de cepas inativadas do novo coronavírus, está na terceira fase de testes, quando a vacina já pode ser administrada a um número maior de pessoas.

O estudo clínico envolverá 9 mil voluntários distribuídos nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal. Parte delas receberá a vacina e outro grupo deve receber um placebo, sem efeito. O objetivo é verificar se há o estímulo à produção de anticorpos para proteção contra o vírus.

“Esse estudo clínico deve acontecer muito rapidamente agora, durante a vigência da quarentena. Esperamos concluir 9 mil voluntários, no máximo, até outubro. Uma vez concluída a inclusão dos voluntários, aí nós dependemos da análise dos resultados, que pode aparecer muito rapidamente. Quando você compara o grupo vacinado com o grupo controle, os resultados estatísticos podem aparecer muito rapidamente. Se esses resultados aparecerem ainda esse ano, nós podemos registrar a vacina em regime de urgência, porque é uma vacina extremamente necessária e a partir daí, nós já teremos a vacina”, explicou.

Os voluntários serão obrigatoriamente profissionais da saúde por uma razão de “ordem prática”, esclareceu Covas, justamente por estarem em contato com o coronavírus e, portanto, submetidos a maior risco.

O especialista diz ainda ver a pandemia em “franca ascensão no Brasil”, sem ainda ter atingido seu pico, e enfrentando a interiorização.

“Acho que vamos ter um bom período pela frente, com essas questões de quarentena, de ter que aumentar a quarentena. Nos lugares que estiverem um pouco melhor, você pode afrouxar um pouco, para não sufocar a atividade econômica. Mas nós vamos ter que aprender a conviver com essa situação, que ainda vai perdurar até outubro, novembro e talvez até começo de dezembro em algumas regiões”, concluiu.

 

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