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Home»Geral»Fim do auxílio emergencial: após última parcela, 48 milhões ficarão sem ajuda
Geral

Fim do auxílio emergencial: após última parcela, 48 milhões ficarão sem ajuda

folharegionalfolharegional29 de dezembro de 2020
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A Caixa realiza, nesta terça-feira (29), o último pagamento do ciclo 6 do Auxílio Emergencial , a cerca de 3,2 milhões de brasileiros nascidos em dezembro. Esta é a última parcela do Auxílio Emergencial ou Auxílio Emergencial Extensão para o grupo. Até agora, a instituição já realizou o crédito de R$ 291,8 bilhões a 67,9 milhões de beneficiários.

O dinheiro será disponibilizado na conta digital e poderá ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem para pagar contas básicas e fazer compras em lojas farmácias e supermercados, através do cartão de débito virtual ou do QR Code. Os saques em espécie, no entanto, só poderão ser realizados a partir de 27 de janeiro de 2021. 

Também recebem o crédito nesta terça, 100 mil pessoas nascidas neste mês, com direito apenas à parcela de dezembro da prorrogação do benefício. Isso porque, segundo o Ministério da Cidadania , esses cidadãos receberam a primeira remessa do auxílio de R$ 600 em julho e terão, agora, a primeira e única cota de R$ 300 da extensão. As mães chefes de família serão as únicas que, mesmo nesta situação, irão receber R$ 600, já que têm direito à cota extra dobrada. A retirada do dinheiro também só pode ser feita em janeiro, no dia 27.

Para receber a extensão do benefício , não é necessário fazer nenhum tipo de requerimento. Apenas aqueles que já foram contemplados e se enquadram nos requisitos é que terão direito ao crédito.

Os programas de transferência de renda conseguiram, neste ano, conter a extrema pobreza em 80%, segundo dados do Ministério da Cidadania. Se atualmente há uma estimativa de 2,1% da população numa situação de extrema pobreza, sem os programas esse índice seria de 12,4% da população. De acordo com a PNAD Covid-19, do IBGE , o benefício esteve presente em cerca de 40% das residências do país. Em julho, esse número chegou ao pico de 44,1% dos domicílios.

O valor médio pago teve o patamar mínimo de R$ 864 no primeiro mês, mas sempre acima de R$ 900 nos demais meses, atingindo em agosto o ponto máximo, de R$ 916. As regiões Norte e Nordeste foram mês a mês as com mais casas recebendo o Auxílio Emergencial , com pelo menos 54,8% dos lares nordestinos em maio e 61% dos domicílios do Norte em agosto.

Pobreza

Com o fim do auxílio emergencial, 48 milhões de pessoas, sobretudo trabalhadores informais, ficarão sem ajuda financeira do governo federal a partir de janeiro, apesar do aumento de casos de Covid e restrições impostas a alguns setores para evitar aglomerações. O Ministério da Cidadania se prepara para o retorno do Bolsa Família, programa que atende a 19,2 milhões de pessoas que, desde abril, migraram para o auxílio emergencial.

O governo gastou até agora quase R$ 300 bilhões para pagar o auxílio emergencial a 67,9 milhões de pessoas. A equipe econômica chegou a propor alternativas, a fim de manter o apoio à parcela mais vulnerável da população.

Porém, as medidas foram vetadas pelo presidente Jair Bolsonaro , que declarou que não tiraria de pobres para dar a “paupérrimos”. Entre as ações sugeridas, havia ajustes em programas sociais existentes e congelamento de aposentadoria acima do salário mínimo.

 

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