Início / Versão completa
Geral

Covid: laboratório indiano faz acordo para entregar vacina ao SUS e rede privada

Por folharegional 12/01/2021 17:37
Publicidade
O laboratório indiano Bharat Biotech informou nesta terça-feira, 12, que assinou acordo com a distribuidora brasileira Precisa Medicamentos para trazer ao Brasil a Covaxin. O imunizante contra a covid-19 está em fase 3 de estudos na Índia, última etapa antes de poder ser registrado por agências reguladoras.
Segundo nota do laboratório, a prioridade será o fornecimento ao setor público no Brasil. A estimativa de quantas doses podem ser entregues ao País e em qual prazo depende de contratos e aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), diz a Bharat Biotech.
O Ministério da Saúde aponta a Covaxin na lista de imunizantes que podem ser comprados para o Sistema Único de Saúde (SUS) para a campanha contra a covid-19. “Em princípio, foi estabelecido entre ambas as partes que o fornecimento da Covaxin deve ser priorizado para o setor público de saúde brasileiro, por meio de uma contratação direta pelo Governo Federal. As vacinas para o mercado privado chegariam após a autorização da Anvisa para a venda do imunizante no País”, afirma nota da empresa indiana.
Ainda não há pedido de registro ou uso emergencial da Covaxin feito à Anvisa. A Bharat Biotech também discute realizar estudos de fase 3 no Brasil. A Anvisa só aceita pedidos de uso emergencial de vacinas que têm estes ensaios em andamento no País.
No começo de janeiro, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que o setor negocia a compra de cinco milhões de doses desta vacina. O produto obteve no último dia 2 recomendação de uso emergencial na Índia, mas os dados sobre a sua eficácia ainda são desconhecidos.
O laboratório indiano afirma que se comprometeu a vender ao governo federal parte da sua produção, caso haja um contrato e aprovação pela Anvisa. “Também existe a intenção de fornecer a vacina ao mercado privado, para atender principalmente empresas que necessitem imunizar seus colaboradores para, com isso, garantir o acesso a um número maior de brasileiros e permitir retomada mais rápida e segura da plena atividade econômica”, afirma a empresa.
A Covaxin é aplicada em duas doses. O laboratório indiano afirma ter capacidade de produzir 300 milhões de doses anuais. O Ministério da Saúde afirma que a rede privada também terá de seguir a ordem de prioridade para vacinação estabelecida pelo plano nacional de imunização contra a covid-19. “Os grupos prioritários, propostos pelo Ministério da Saúde em parceria com Conass e Conasems, devem, a princípio, ser obedecidos mesmo que haja integração de clínicas particulares de vacinação ao processo de imunização”, disse o ministério em nota no último dia 4 de janeiro.
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.