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Polícia Civil investiga divulgação de material de cunho sexual com mais de 30 vítimas na região

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar um caso que envolve a divulgação de material de cunho sexual no aplicativo “Telegram”, que já contabiliza 31 vítimas em diferentes cidades da região.

As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de Adamantina (DDM) e correm sobre segredo de Justiça conforme determina a legislação em situações que envolvem crimes contra a dignidade sexual.

O crime teria ocorrido em um grupo que teria cerca de 900 integrantes. As vítimas teriam tido fotos autênticas divulgadas e algumas delas possivelmente manipuladas com o uso de “IA” (Inteligência Artificial).

Além da exposição das imagens, o grupo também reunia comentários considerados ofensivos e degradantes, com linguagem vulgar, xingamentos e expressões depreciativas dirigidas às mulheres retratadas nas publicações.

Segundo informações obtidas de forma extraoficial pela nossa reportagem, um morador de Flórida Paulista é apontado como um dos possíveis envolvidos do caso. 

As vítimas seriam de diversos municípios, entre eles Campinas, Flórida Paulista, Pacaembu, Lucélia, Pracinha, Marília, Osvaldo Cruz e outras cidades da região.

Na Polícia Civil, foi aberto o inquérito para apurar crimes de importunação, difamação e divulgação de cena de pornografia, previstos na legislação penal.

Um dos enquadramentos analisados é o artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata da divulgação de material envolvendo menores de idade.

O caso que gerou grande repercussão em toda a região, inclusive em Flórida Paulista, envolve tanto vítimas maiores quanto menores de idade, o que torna a investigação ainda mais delicada.

Entre os pontos mais graves analisados está a possível participação de diversas pessoas na produção e no compartilhamento de vídeos, além da divulgação de fotos em grupos, o que ampliou o alcance do material. A polícia ainda trabalha para identificar todos os envolvidos.

As diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas relacionadas ao caso que podem entrar em contato com a Polícia Civil através da delegacia mais próxima.

Por: Redação – FOTO: Ilustrativa

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