Folha Regional

PACAEMBU: Fogo e lixo orgânico em vala de Aterro Sanitário causa preocupação e gera reclamações

Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo radialista Tony Silva chamou a atenção da população ao expor uma situação preocupante no Aterro Sanitário Municipal de Pacaembu. As imagens mostram lixo orgânico em chamas dentro de uma vala, levantando questionamentos sobre o manejo dos resíduos.

De acordo com as informações compartilhadas, o registro foi feito por uma pessoa que esteve no local nos últimos dias para descartar lixo. Ao chegar ao aterro, ela se deparou com a queima de resíduos orgânicos e decidiu filmar a cena. O material foi posteriormente enviado ao radialista, que publicou o conteúdo em suas redes sociais, ampliando a repercussão do caso.

A situação gerou incômodo entre moradores das proximidades do aterro sanitário. Relatos indicam que a fumaça persistiu por várias horas, causando desconforto e preocupação com a qualidade do ar. Especialistas alertam que a queima de lixo, especialmente a céu aberto, pode liberar substâncias tóxicas, como dioxinas e material particulado, que representam riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

A prática de queimar resíduos sólidos a céu aberto é proibida pela Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A legislação estabelece diretrizes rigorosas para o tratamento e destinação do lixo, permitindo a incineração apenas em ins-talações licenciadas, equipadas com sistemas de controle de poluentes e monitoradas por órgãos ambientais competentes, como a CETESB.

Além disso, aterros sanitários são estruturas projetadas para o descarte adequado de resíduos, com normas específicas de operação. No caso do lixo orgânico, a decomposição natural gera gás metano, um composto inflamável, o que pode indicar diferentes hipóteses para o incêndio — desde combustão espontânea até ação humana —, todas passíveis de investigação.

Até o momento, a Prefeitura de Pacaembu não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Dessa forma, ainda não há informações confirmadas sobre a origem do fogo nem sobre eventuais medidas adotadas após o incidente.

O caso reforça a importância da fiscalização ambiental e da transparência na gestão de resíduos, especialmente em locais que impactam diretamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.

 

 

 

 

 

 

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