O homem, de 88 anos, que havia sido dado como morto no dia 16 de maio, no Hospital de Misericórdia Nossa Senhora Aparecida, em Presidente Bernardes, mas que apresentou sinais vitais quando passava por procedimentos fúnebres em uma funerária, em Presidente Prudente, faleceu na tarde desta quarta-feira (17).
Desde então, o paciente estava internado na Santa Casa de Misericórdia, em Presidente Prudente, que, por meio de nota oficial, confirmou o falecimento de Juraci Rosa Alves, na tarde desta quarta-feira.
Ainda segundo o hospital, o corpo do idoso foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Presidente Prudente.
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Em um mês de investigações, a Polícia Civil já ouviu oito depoimentos para tentar esclarecer o caso. O idoso foi dado como morto pelo hospital, em Presidente Bernardes, mas estava vivo. No dia 16 de maio, ele apresentou sinais vitais durante o preparo do corpo para procedimentos fúnebres em uma funerária, em Presidente Prudente.
A vítima foi encaminhada à Santa Casa de Misericórdia, em Presidente Prudente. Na segunda-feira (15), o homem havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sido transferido para um leito de enfermaria, onde permaneceu sob acompanhamento médico, até o falecimento na tarde desta quarta-feira.
A Polícia Civil informou que, no dia 25 de maio, foi colhido o depoimento da médica responsável pelo atendimento prestado à vítima no hospital, em Presidente Bernardes.
De acordo com o relato da profissional, o paciente deu entrada na unidade hospitalar por volta das 18h, conduzido por ambulância municipal de Emilianópolis, em estado grave, inconsciente e apresentando sinais de insuficiência respiratória.
Diante da situação, a equipe médica iniciou imediatamente os protocolos de emergência, incluindo monitoramento de sinais vitais, administração de oxigênio, medicações e procedimentos de estabilização.
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Os policiais pontuaram também que, ainda segundo a médica, foram realizadas manobras avançadas de suporte à vida, como tentativas de entubação orotraqueal e ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
Durante o atendimento, foram identificadas dificuldades técnicas relacionadas ao quadro clínico do paciente, o que comprometeu o êxito das tentativas de entubação.
Após todos esses procedimentos, constatada ausência de pulsos centrais e periféricos, ausência de batimentos cardíacos, pupilas midriáticas e ritmo de assistolia no monitor cardíaco, declarou-se o óbito do idoso, naquela ocasião.
A Polícia Civil também informou que o prontuário médico, previamente analisado, indica que o paciente foi submetido a manobras de reanimação por período superior a uma hora, incluindo três tentativas de entubação orotraqueal, todas sem sucesso.
Conforme consta no registro, ao final das tentativas de reanimação, o paciente foi reavaliado, sendo constatados ausência de pulsos centrais e periféricos, ausência de batimentos cardíacos, pupilas midriáticas e ritmo de assistolia no monitor cardíaco.
Diante desse quadro, foi declarado o óbito de forma equivocada às 19h50, com indicação das causas como “insuficiência respiratória aguda” e “pneumonite por sólidos”.
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Os policiais civis também repassaram que, no total, já foram colhidos oito depoimentos, até o momento, no transcorrer das investigações.
“Mais oitivas devem ocorrer no transcorrer do mês e as investigações seguem em andamento. O inquérito policial encontra-se atualmente em fase de produção de provas orais e aguarda a conclusão dos laudos periciais”, relatou a polícia.
Após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP), o Poder Judiciário decretou o sigilo do inquérito policial.
“A Polícia Civil ressalta que a oitiva integra procedimento regular de apuração, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do atendimento médico prestado. Destaca-se que, até o momento, não há atribuição de responsabilidade criminal, sendo as informações baseadas nos relatos colhidos e nos elementos técnicos disponíveis”, finalizou.
Funerária
Por meio de uma nota, o Grupo Athia, empresa responsável pelo atendimento funerário ao idoso, manifestou-se à época oficialmente sobre o caso.
Veja a íntegra:
“O Grupo Athia informa que a equipe de funeral e a enfermeira do Trabalho da empresa, responsáveis pelo atendimento, identificaram sinais vitais e movimento incomum na região abdominal do idoso de 88 anos, durante os primeiros procedimentos no laboratório de tanatopraxia, neste fim de semana.
Por meio de equipamentos para verificação dos sinais vitais e após avaliar o paciente, constatou-se que ele estava vivo. Imediatamente, a equipe atuou na liberação das vias respiratórias e estabilização do quadro de saúde do atendido. Ao mesmo tempo, acionou o serviço municipal SAME [Serviço de Atendimento Móvel de Emergência] 192, que foi o responsável – por meio do seu corpo clínico – pela sedação, entubação e encaminhamento do idoso à Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente.
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Com 100 anos de atuação em Presidente Prudente e região, o Grupo Athia destaca a sensibilidade e percepção dos colaboradores, que foram fundamentais no atendimento e socorro ao paciente.
Apesar de ter sido uma ocorrência incomum ao longo de todos os anos de atuação da empresa, o Grupo Athia mantém rigoroso treinamento para que os colaboradores atuem com responsabilidade, atenção e respeito à vida, seguindo rigorosamente os protocolos previstos para situações excepcionais.
O Grupo Athia segue acompanhando o caso e permanece à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos necessários.
Neste momento, a empresa manifesta respeito à preservação da dignidade do paciente”.
Hospital de Misericórdia
A reportagem pediu um posicionamento oficial do Hospital de Misericórdia Nossa Senhora Aparecida, em Presidente Bernardes, mas, até o momento desta publicação, não obteve resposta. (Por: Ifronteira)



