
A mudança foi comunicada pela prefeitura na terça-feira (22), ao demonstrar, na prática, como o sinal sonoro tocará a partir de agora.
A diretora de Educação, Maria Edna do Rosário Bonancim, reforçou a importância dessa mudança, já que a rede municipal atende atualmente 87 crianças atípicas. “Uma alegria para eles e para nós. Conseguimos colocar nas três escolas municipais. Não é mais um sinal somente sonoro, mas é um sinal musical. Eles estão agitados, animados, porque é inovador para eles.”
Neuropsicóloga especialista em atendimento a crianças e adolescentes, Aline Tanaka explica como a sensibilidade sensorial influencia na rotina de pessoas atípicas, como aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Conforme a especialista, quando uma criança tampa os ouvidos em shoppings, em festas ou escolas, o gesto pode ser interpretado como birra ou exagero; no entanto, a atitude pode ser uma resposta à hipersensibilidade auditiva.
“O nosso cérebro pode processar os sons de diferentes formas, fazendo com que barulhos que parecem comuns para a maioria das pessoas sejam extremamente intensos, desconfortáveis e até dolorosos”, destaca a neuropsicóloga.
Isso pode gerar ansiedade, irritação, dificuldade de concentração e até crises de sobrecarga, segundo Aline. “Se a gente cria ambientes mais inclusivos, muda tudo, faz a diferença.”
Um dos exemplos citados pela especialista é tentar reduzir ruídos quando possível, respeitar a necessidade de pausas, permitir o uso de abafadores de som e evitar o julgamento. Atitudes assim são fundamentais para promover esse acolhimento e dar qualidade de vida.
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