ADAMANTINA: Promotoria de Justiça abre procedimento para apurar quedas de energia no município
Por meio das redes sociais a vereadora Gabi Calil (PRD) relatou que o Ministério público por meio da promotoria de Justiça da Comarca de Adamantina acatou a denúncia protocolada por representantes do Poder Legislativo e instaurou procedimento para apurar problemas no f0rnecimento de energia elétrica no município, de responsabilidade da empresa Energisa.
“Essa atuação começou a partir das reclamações que fui recebendo diretamente dos próprios munícipes. Pessoas de diferentes regiões da cidade começaram a me procurar relatando quedas constantes de energia, oscilações no fornecimento, interrupções e também problemas em eletrodomésticos que, segundo esses moradores, teriam ocorrido durante episódios de instabilidade da rede”, explicou a vereadora, que junto com outros colegas da Câmara Municipal buscou informações de maneira formal, através de requerimentos enviados ao Executivo e à própria concessionária.

De acordo com os vereadores, “em uma das respostas, a Energisa informou que os indicadores de continuidade de Adamantina estavam dentro dos limites regulatórios e atribuiu parte das interrupções de 2025 a eventos climáticos severos, abalroamentos de postes, intervenções programadas e outros acontecimentos. Também informou investimentos de aproximadamente R$ 11 milhões em 2024 e 2025, citando ampliação de capacidade de subestação, novos equipamentos, religadores automatizados, podas, limpeza de faixa e manutenções em estruturas.”
No entanto, os legisladores questionam se esses números, investimentos, manutenções e planejamentos apresentados nos documentos correspondem efetivamente à realidade percebida pelo consumidor em Adamantina, tendo em vista principalmente porque as reclamações continuaram chegando.

Ainda em dezembro de 2025, os vereadores apresentaram o Anteprojeto de Lei nº 006/2025 com a proposta da Política Municipal de Fiscalização de Concessões e Serviços Públicos, que traria mecanismos de controle, indicadores, relatórios e possibilidade de criação de um Núcleo Municipal de Fiscalização de Concessões.
“Meu objetivo agora, ao procurar o Ministério Público, foi justamente possibilitar que o caso pudesse ser analisado com a profundidade técnica necessária e, se assim fosse entendido, com auxílio de profissionais especializados, inclusive engenheiros, para verificar se aquilo que está sendo apresentado pela concessionária em termos de manutenção, investimentos, capacidade da rede e planejamento é compatível com a realidade de Adamantina”, explicou Gabi. “Isso não representa uma conclusão antecipada contra a Energisa. Representa a abertura de uma apuração institucional sobre os fatos que levamos ao conhecimento do Ministério Público. Agora o trabalho entra em uma nova etapa. Vou continuar acompanhando essa apuração, cobrando informações e levando à população aquilo que oficialmente for sendo esclarecido”.
Por Folha Regional Adamantina
