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Bolsonaro ironiza extensão do auxílio: ‘Se pagar R$ 5 mil, ninguém trabalha’

Por folharegional 08/01/2021 10:57
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Em conversa com simpatizantes na saída do Palácio do Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou a possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial em 2021. O benefício, extinto em dezembro, serviu como  alternativa para aliviar as contas da população brasileira em meio à crise causada pela Covid-19 .

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Um apoiador de Bolsonaro afirmou que o auxílio provocou o aumento da popularidade do Governo Federal no estado do Amazonas. No entanto, o presidente rebateu dizendo que ninguém trabalharia se pagasse R$ 5 mil por mês do benefício.

“Qual país do mundo fez auxílio emergencial? Parecido foi nos Estados Unidos. Aqui alguns querem torná-lo definitivo. Vamos pagar para todo mundo R$ 5 mil por mês, ninguém trabalha mais, fica em casa”, disse Jair Bolsonaro.

Bolsonaro voltou a criticar o fechamento do comércio e o funcionamento apenas de serviços essenciais, como supermercados e postos de combustíveis. A afirmação foi feita após o prefeito de Belo Horizonte , Alexandre Kalil, determinar o fechamento de atividades e a manutenção de serviços necessários a partir da semana que vem .

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“Se começar a fechar tudo de novo, vai quebrar o Brasil. O Brasil vai se empobrecer. Um país pobre, de famintos”, afirmou o presidente, ressaltando que o país está “quebrado”.

Discussão do auxílio no Congresso

Em coletiva para o lançamento da campanha para a presidência da Câmara dos Deputados realizada na tarde de quarta-feira (06), Baleia Rossi insinuou que  tentará prorrogar o auxílio emergencial ou estudar a possibilidade de aumento no valor das parcelas e de beneficiários do Bolsa Família . O discurso, no entanto, não trouxe detalhes de como seria a possível extensão sem afetar o Teto de Gastos e ultrapassar os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal .

A iniciativa também está em discussão no Senado , onde há um projeto que pretende manter o benefício até março deste ano . A iniciativa foi proposta pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e até o momento não foi discutida pelo plenário.

Além de Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes , já declarou publicamente ser contra a prorrogação do auxílio emergencial . O líder de governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), também disse que o  Governo não pretende discutir o benefício no Congresso Nacional. 

 

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