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Polícia

Integrantes de facção criminosa são transferidos da região para o sistema penitenciário federal

Por folharegional 01/06/2021 18:12
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Uma operação de transferência de quatro presos que cumpriam pena no Oeste Paulista para o sistema penitenciário federal mobilizou forte aparato de segurança na tarde desta terça-feira (1º) no Aeroporto Estadual de Presidente Prudente (SP).

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Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP), os quatro homens transferidos são integrantes de uma quadrilha que atua dentro e fora dos presídios paulistas com ramificações em todo o país e até no exterior.

Eles haviam sido presos em duas grandes operações de combate ao crime organizado, ambas no ano passado: uma delas, a Fast Track, com foco na célula de advogados da quadrilha, e a outra, a Sharks, que teve como alvo a contabilidade da facção criminosa.


Foram quase duas horas de preparativos até o embarque dos presos em um avião da Polícia Federal. Por motivo de segurança, não foi divulgado qual o destino deles, ou seja, para qual presídio federal foram levados.

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A remoção foi solicitada pelo Ministério Público como uma medida importante para desarticular a quadrilha.

Os quatro homens estavam presos no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP), em Presidente Bernardes (SP), onde funciona o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), e na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau (SP).

Eles foram transportados em veículos da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) dos presídios até o Aeroporto Estadual de Presidente Prudente, com escolta da Polícia Militar, através do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e do Helicóptero Águia.

Um avião da Polícia Federal levou os detentos para o sistema penitenciário federal.

Segundo o MPE-SP, os presos transferidos foram:

  • Bruno Fernando Lima Flor, o Armani;
  • Décio Gouveia Luís, o Décio Português;
  • Eduardo Aparecido de Almeida, o Piska; e
  • Marcelo Moreira Prado, o Exu ou Sem Querer.


Ainda de acordo com o MPE-SP, Armani havia sido preso na Operação Fast Track, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e coordenava uma célula de advogados do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os outros três, ainda segundo o MPE-SP, haviam sido presos na Operação Sharks, também do Gaeco, e todos tinham postos de confiança depois da remoção da cúpula do PCC para o sistema penitenciário federal em 2019 e coordenavam o setor financeiro da facção que movimentou mais de R$ 1,2 bilhão naquele mesmo ano.

O detento conhecido como Décio Português, conforme o Ministério Público, era considerado o terceiro homem na hierarquia de rua do PCC até ser preso.

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