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Agosto Dourado: mês de conscientização sobre a amamentação

Por folharegional 02/08/2021 08:26
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Agosto é o mês de conscientização sobre  amamentação e recebe o complemento de “dourado” pelo padrão de qualidade do leite materno. A  semana mundial do aleitamento materno vai de 1 a 7 de agosto. Este ano o tema é: “Proteger a amamentação: uma responsabilidade compartilhada”.

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Menos da metade dos lactantes brasileiros menores de seis meses de vida (45,7%) foram amamentados exclusivamente, segundo Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) realizado pela UFRJ, entre fevereiro de 2019 e março de 2020. O número ainda está abaixo da expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que colocou a meta de 50% até 2025.

Entretanto, existe uma melhora considerável nesses indicativos de 2006 para cá, quando o percentual era de 37%. Ainda de acordo com a pesquisa, entre os bebês com menos de quatro meses, o índice de aleitamento materno exclusivo chegou a 60%. O índice de aleitamento materno continuado entre crianças de 12 a 15 meses foi de 53,1% e aquelas de até dois anos, 60,9%.

A OMS e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva da primeira hora de vida até os seis meses de vida, e como complemento alimentar até os dois anos ou mais.

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A  WABA (World Alliance for Breastfeeding Action – Aliança Global para Ação em Aleitamento Materno) surgiu em 1991 e desde 1992 ela propõe temas como sistemas de saúde, mulheres e trabalho, o código internacional de marketing e substitutos do leite materno, apoio comunitário, entre outros.

No Brasil, o Ministério da Saúde coordena estratégias para proteger e promover a amamentação no país desde 1981. O Brasil possui 222 bancos de leite humano e 219 postos de coleta. Em 2020, cerca de 181 mil mulheres doaram mais de 226 mil litros de leite materno. Neste ano, até junho, foram doados 111,4 mil litros.

Entretanto, o Ministério não adota os temas das campanhas da Waba, ainda que a importância dela seja ressaltada pela UNICEF, OMS e ECOSOC (Conselho Econômico e Social das Nações Unidas).

De acordo com o pediatra Marcus Renato de Carvalho, isso é um problema pois a proteção é diferente da promoção e incentivo. Enquanto a primeira fala sobre a garantia da cultura da amamentação, com leis evitando que a indústria de substitutos de leite materno façam propaganda não ética, a segunda fala sobre suporte às mães e nutrizes – que é importante, mas não abrange tudo.

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