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‘Sentimento de revolta’, diz mãe de menina de 6 anos que tomou injeção e voltou para casa com agulha no corpo

Por folharegional 28/01/2022 11:59
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A mãe da menina de 6 anos que prestou queixa após levar a filha para tomar injeção no pronto-socorro de Penápolis (SP), retornar para a casa e encontrar uma agulha presa em uma das nádegas da menina afirmou que se sentiu revoltada com a situação.

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“E se acontece alguma coisa pior? Com a minha filha foi uma agulha, mas pensou se essa agulha entrasse totalmente para dentro, e eu não visse? Parece que é uma coisa pequena, mas podia ter acontecido o pior. Meu sentimento foi de revolta”, disse a auxiliar de odontologia Thamires dos Santos Silvério Lourenço, de 27 anos.

Os pais da menina procuraram o pronto-socorro na última segunda-feira (24), porque a filha havia testado positivo para a Covid-19 e estava passando mal.

De acordo com Thamires, muitos pacientes aguardavam para ser atendidos, o que fez com que a criança esperasse das 12h às 14h30 para conseguir uma consulta com uma pediatra.

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“Ela atendeu minha filha super bem e receitou uma medicação via oral e uma intramuscular. O enfermeiro também foi super atencioso, mesmo com a minha filha chorando e se debatendo um pouco”, explicou.

Segundo Thamires, o enfermeiro aplicou a injeção, colocou um algodão e subiu o short da menina, ficando um pequeno relevo no local da aplicação.

“Achei que o relevo fosse por conta do algodão, mas minha filha veio embora chorando no carro. Ela começou a falar que não estava conseguindo sentar direito. Chegamos em casa, fui tirar o algodão para ver e encontrei a agulha espetada no bumbum”, disse.

Assim que percebeu a situação e descobriu o motivo da filha estar chorando, Thamires retirou a agulha sem pensar duas vezes, com o intuito de amenizar a dor da menina.

“Eu não sabia o que fazer na hora. Meu marido falou para voltarmos para o pronto-socorro com a agulha. Fiz boletim de ocorrência online e a denúncia no Ministério Público. Não tivemos nenhum retorno ainda”, explicou a auxiliar de odontologia.

De acordo com Thamires, a menina não sofreu complicações e foi submetida a exame de corpo de delito na tarde da última quinta-feira (27).

“Entendo a superlotação no pronto-socorro, além da dificuldade que os profissionais de saúde estão enfrentando. Não acho que o enfermeiro que esqueceu a agulha seja 100% culpado. Lógico que o profissional deveria ter prestado mais atenção, mas é um enfermeiro que me atendeu inúmeras vezes e nunca tive problema”, contou.

Em nota, a direção da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis alegou que comunicou o fato para a autoridade de polícia judiciária e para o Ministério Público, bem como instaurou procedimento administrativo interno.

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