O idoso dado como morto na Santa Casa de Presidente Bernardes e que teve os sinais vitais identificados na funerária completou um mês internado nesta terça-feira (16). Juraci Rosa Alves, de 88 anos, teve o óbito declarado no hospital por ausência de pulsação e batimentos cardíacos e chegou a ser levado para a funerária para ter o corpo velado, quando funcionários da empresa perceberam que ele estava respirando.
O idoso segue internado na Santa Casa de Presidente Prudente. O paciente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no final da tarde desta segunda-feira (15) e foi transferido para a enfermaria. Segundo a unidade, ele permanece sob acompanhamento médico e apresenta estado de saúde estável.
O g1 teve acesso a informações do inquérito policial. Conforme a Polícia Civil, o prontuário médico, previamente analisado, indica que o paciente foi submetido a manobras de reanimação por período superior a uma hora, incluindo três tentativas de intubação orotraqueal, todas sem sucesso.
ENTRE EM NOSSO GRUPO DE NOTÍCIAS DE PRUDENTE, SEUS DISTRITOS E REGIÃO
https://chat.whatsapp.com/GwTTfxEX1rJ5MHqP4mwTp
Conforme o registro, ao final das tentativas de reanimação, o paciente foi reavaliado, sendo constatada ausência de pulsos centrais e periféricos, ausência de batimentos cardíacos, pupilas midriáticas e ritmo de assistolia no monitor cardíaco.
Diante desse quadro, foi declarado o óbito, de forma equivocada, às 19h50 em 16 de maio deste ano, com indicação das causas “insuficiência respiratória aguda” e “pneumonite por sólidos” (inflamação nos pulmões causada pela aspiração de alimentos ou substâncias estranhas).
Pouco tempo depois, o homem foi levado à funerária em Presidente Prudente, onde funcionários perceberam que ele estava respirando.
Ainda segundo a Polícia Civil, até esta segunda-feira, foram colhidos oito depoimentos ao longo do mês e as investigações seguem em andamento. O inquérito policial encontra-se atualmente em fase de produção de provas orais e aguarda a conclusão dos laudos periciais.
ENTRE EM NOSSO GRUPO DE NOTÍCIAS DE PRUDENTE, SEUS DISTRITOS E REGIÃO
https://chat.whatsapp.com/GwTTfxEX1rJ5MHqP4mwTp
A Polícia Civil ressaltou que a oitiva integra procedimento regular de apuração, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do atendimento médico prestado. Ainda conforme as autoridades, até o momento, não há atribuição de responsabilidade criminal, sendo as informações baseadas nos relatos colhidos e nos elementos técnicos disponíveis.
MÉDICA PEDIU LICENÇA
A médica responsável pela declaração de óbito do idoso solicitou licença da Santa Casa de Presidente Bernardes, conforme anunciado no dia 21 de maio. Ela foi ouvida pela polícia quatro dias depois, em 25 de maio.
Conforme o depoimento à polícia, a médica contou que o paciente chegou ao hospital por volta das 18h, em uma ambulância municipal de Emilianópolis, em estado grave. Segundo ela, o homem estava inconsciente, em estado grave e apresentando sinais de insuficiência respiratória (falta de ar aguda).
ENTRE EM NOSSO GRUPO DE NOTÍCIAS DE PRUDENTE, SEUS DISTRITOS E REGIÃO
https://chat.whatsapp.com/GwTTfxEX1rJ5MHqP4mwTp
A profissional afirmou à polícia que, diante da situação, os primeiros protocolos de emergência foram iniciados imediatamente.
Diante da piora do quadro, a equipe realizou manobras avançadas de suporte à vida, como tentativas de intubação orotraqueal (introdução de um tubo na traqueia para garantir a respiração) e ressuscitação cardiopulmonar (massagem cardíaca).
À Polícia Civil, a médica explicou que houve dificuldades técnicas relacionadas ao quadro clínico do paciente, o que impediu o sucesso das três tentativas de intubação. (Por: g1)
ENTRE EM NOSSO GRUPO DE NOTÍCIAS DE PRUDENTE, SEUS DISTRITOS E REGIÃO
https://chat.whatsapp.com/GwTTfxEX1rJ5MHqP4mwTp


