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Discussão entre médico e administrador de Santa Casa vira caso de polícia

A Polícia Civil de Santo Anastácio vai instaurar um procedimento investigatório para apurar as circunstâncias de uma discussão motivada por questões financeiras, que envolveu o administrador da Santa Casa local e um dos médicos do corpo clínico do hospital, na manhã desta sexta-feira.

Conforme o órgão investigativo, a Polícia Militar foi acionada e compareceu no local, onde, após vistoriarem o carro do médico, agentes encontraram dentro dele uma faca, um espargidor de pimenta e um simulacro de arma de fogo, do tipo airsoft. As partes foram conduzidas até a delegacia e prestaram versões conflitantes.

“O administrador argumentou ter sido ameaçado e ofendido pelo médico, o qual teria feito, durante a discussão, o gesto de acessar uma arma de fogo em suas costas. O médico, por seu turno, negou os fatos, argumentando que as partes apenas discutiram”, revela a Polícia Civil. Os objetos foram apreendidos e serão para encaminhados ao IC (Instituto de Criminalística) onde serão periciados.

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O caso foi registrado como porte de arma branca, injúria e ameaça, “sem prejuízo de superveniente reclassificação, se necessário”. “Tratando-se de infrações de menor potencial ofensivo, e tendo o médico assumido o compromisso de comparecer no Juizado Especial Criminal se, e quando, instado a tanto, deliberou-se, nos termos do que estabelece o parágrafo único, do art. 69, da Lei nº 9.099/95, pelo registro dos fatos e liberação das partes”, explica a Polícia Civil.

Nota nas redes sociais

Procurada pela reportagem, a Santa Casa, que é administrada pelo Hospital de Caridade Anita Costa, não se manifestou sobre o ocorrido nesta sexta-feira até o início da tarde. O espaço segue aberto.

Em suas redes sociais, no entanto, o hospital já havia publicado, no dia 30 de julho, uma nota oficial em que afirmava que, diante de declarações divulgadas também nas redes sociais, vinha esclarecer que não procedia a informação de que médicos e profissionais de enfermagem estariam sem receber pelos serviços prestados.

Declarou a direção administrativa da instituição que também não havia interrupção das atividades do laboratório por falta de pagamento, tampouco orientação para que exames deixassem de ser realizados com o objetivo de reduzir despesas.

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Sobre possíveis alegações de tratamento inadequado a funcionários, o hospital anunciou que não compactua com atitudes de desrespeito, constrangimento ou humilhação no ambiente de trabalho. “A instituição dispõe de canais internos para o recebimento de denúncias e reclamações, e toda manifestação formal, acompanhada de informações que permitam a identificação e a apuração dos fatos, é analisada com seriedade e responsabilidade”, publicou.

“O hospital reconhece o direito da população de questionar e fiscalizar os serviços prestados, mas considera fundamental que acusações dessa gravidade sejam apresentadas de maneira responsável e pelos canais adequados”, argumentou a unidade. 

“A divulgação de informações sem comprovação pode gerar insegurança entre os pacientes, prejudicar a confiança nos serviços e atingir injustamente os profissionais que atuam diariamente na unidade”, prosseguiu a administração hospitalar, que pontuou permanecer à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e apurar, com responsabilidade e transparência, qualquer situação concreta encaminhada pelos canais institucionais. (Por: O Imparcial)

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