A equipe realizou extensos testes e estudos de validação, incluindo avaliação dos medicamentos em biópsias de pulmões humanos feitas em infectados pelo vírus, análises com diferentes dosagens das drogas, medição constante da atividade antiviral e avaliação das drogas em busca de sinergias com o remdesivir. “O remdesivir provou ser bem-sucedido em reduzir o tempo de recuperação de pacientes no hospital, mas não funciona para todos que o recebem. Isso não é bom o suficiente”, justifica Sumit Chanda
Todos os 21 compostos estão sendo testados em modelos de pequenos animais e minipulmões, estruturas desenvolvidas em laboratório que imitam o tecido humano do órgão. De acordo com os autores da pesquisa, se os resultados dessa etapa forem favoráveis, a eles entrarão m contato com a FDA, a agência de vigilância sanitária americana, para discutir a realização de ensaios clínicos, com humanos.
“Com base em nossa análise atual, temos quatro medicamentos que, no momento, representam as melhores opções de curto prazo para um tratamento eficaz para a covid-19. Mas não queremos descartar as outras opções, pois acreditamos que é importante buscar candidatos a medicamentos adicionais e, dessa forma, termos várias opções terapêuticas caso o Sars-CoV-2 se torne resistente”, adianta Chanda. As quatro drogas mais promissoras são: clofazimina, hanfangchin A, apilimod e ONO 5334.
Soma de vantagens
Treze dos medicamentos são avaliados em testes com humanos, mas para o tratamento de outras drogas. Dois deles, foram aprovados pela FDA: o astemizol (contra alergias) e a clofazamina (contra hanseníase). Segundo Sumit Chanda, essas características deixam o cenário ainda mais promissor, já que a segurança do uso clínico de muitas dessas drogas está sendo avaliada ou já foi.
Em um momento de crise sanitária, todo o tempo ganho em pesquisas pode fazer a diferença. “Como as taxas de infecção continuam a aumentar na América e no mundo, permanece a urgência de encontrar medicamentos acessíveis, eficazes e prontamente disponíveis que possam complementar o uso do remdesivir, bem como medicamentos que possam ser administrados profilaticamente ou ao primeiro sinal de infecção ambulatorial”, justifica.