E como foi a saga?
A novela dos naming rights já tem pelo menos dez anos e contou com viagens do presidente Andrés Sanchez aos Emirados Árabes, um intermediário polêmico e festas frustradas.
Mesmo longe do clube, ele se manteve à frente das negociações relativas à Arena. Tanto é que viajou em 2013 para os Emirados Árabes Unidos para conversar com potenciais compradores dos naming rights. Especulava-se na época que Andrés negociava com quatro empresas, sendo as companhias aéreas Etihad e Emirates as favoritas.
Em 2014, o cartola voltou a divulgar uma viagem à região, mas não conseguiu fechar a venda.
O presidente alvinegro não foi o único representante do Corinthians a ir para o Oriente Médio em busca de um comprador para os naming rights. Entre 2014 e 2016, o Timão pagou pelo menos R$ 200 mil para o empresário Francesco Arruda intermediar negociações na região.
Ao ge, Arruda declarou ter recebido R$ 700 mil do Corinthians em reembolsos com custos de passagens e hospedagem em Dubai, Abu Dhabi e Doha. Na época em que a reportagem foi publicada, o clube confirmou ter feito pagamentos a ele, mas negou este valor.
Depois, em outro contexto, o Corinthians trabalhou para fazer um evento para celebrar a venda dos “naming rights” na estreia no Brasileirão de 2016, que também não ocorreu.
Na ocasião, o clube negociava com um fundo de investimento que poderia assumir a gestão do programa Fiel Torcedor e outras propriedades ligadas à Arena, como o tour e camarotes. No modelo de negócios, o comprador não mudaria o nome do estádio.
Dez anos depois das primeiras promessas, enfim, o negócio foi sacramentado.