A cerimônia de Barroso foi virtual e teve a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do procurador-geral da República, Augusto Aras, e do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, entre outros.
Combate às “fake news”
Em seu discurso, Barroso defendeu as instituições democráticas e o combate às “fake news” – notícias falsas. Ele chamou os disseminadores desse tipo de conteúdo de “terroristas virtuais”. O novo presidente do TSE reconheceu, contudo, que a atuação da Justiça Eleitoral é “limitada” e, por isso, pediu que a imprensa profissional, as empresas de mídias sociais e a sociedade ajudem a enfrentar a “desinformação”.
Recentemente, vídeos da reunião ministerial comandada por Bolsonaro foram divulgados após autorização da Suprema Corte. As imagens mostram o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pedir a prisão dos ministros do STF. Sem citar o episódio, Barroso disse que os “ataques destrutivos” às instituições, já provocaram ditaduras no país.
“Como qualquer instituição em uma democracia, o Supremo está sujeito à crítica pública e deve estar aberto ao sentimento da sociedade. Cabe lembrar, porém, que o ataque destrutivo às instituições, a pretexto de salvá-las, depurá-las ou expurgá-las, já nos trouxe duas longas ditaduras na República”, completou.