Polícia investiga lavagem de dinheiro e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao prefeito de Tupã
A operação, realizada na última sexta-feira (15), faz parte de uma investigação que apura possível envolvimento em lavagem de dinheiro, no contexto de um caso de tráfico de drogas que tem como investigado principal Maurivan Giglio de Lima.
De acordo com documentos judiciais obtidos, a investigação aponta que a empresa do prefeito, a Reprise Formaturas, teria realizado transações financeiras com Maurivan Giglio de Lima, preso por tráfico de drogas em 2024.
Em nota, a assessoria do prefeito afirmou que o homem preso atuou como intermediário entre a empresa e os clientes na venda de álbuns de fotografia e que, por isso, em 2023, o investigado recebeu três pagamentos via Pix da Reprise Formaturas.
O juiz Fábio José Vasconcelos deferiu os mandados com base em manifestação do Ministério Público e da Polícia Civil, determinando que as diligências fossem cumpridas de forma simultânea, coordenada e sigilosa.
Durante a operação, o celular do prefeito foi apreendido por cerca de duas horas para averiguação e, em seguida, devolvido.
O homem também teria feito intermediações para outras empresas que também serão ouvidas, ainda segundo a assessoria do prefeito.
O Ministério Público e a Polícia Civil informaram que não vão se manifestar sobre o caso, que corre em segredo de justiça.
O processo corre na 2ª Vara Criminal do Foro de Tupã e foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de São Paulo por conta da prerrogativa de foro do prefeito.
A reportagem tenta contato com a defesa de Maurivan Giglio de Lima, mas não havia conseguido até a última atualização desta reportagem. (Por: g1 – Foto: TV TEM)